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Silent: O que há de errado?

Acordo com um grito agonizante vindo do outro lado da velha casa na qual resido. - Silent, vá alimentar os animais! - Minha madrasta, completamente impaciente, despejando toda sua arrogância em suas ásperas palavras.

Jogo a manta, que há pouco me aquecia, na parede e levanto-me. Calço meu chinelo-de-dedo branco e olho pela janela. O jardim está escuro, sem nenhum vaga-lume brilhando entre os galhos das árvores. Fecho as cortinas e dirijo-me à porta do quintal.

Giro a chave calmamente, mas pela idade da fechadura seu barulho é irritante. Quando abro a porta vejo um cachorro negro, sem correntes, olhando diretamente nos meus olhos. - Lyha, vamos descer! - A cadela me acompanha escada abaixo e se encontra com uma fera ainda maior.

Olhando-me atentamente, percebem que tudo está em silêncio e também o fazem, deixando-me realmente agitado. Não ouço nenhum carro na rua ou um morcego perambulando por aí. Tudo quieto, sem ruídos. Chego até a ouvir os mortos sussurrando a estória de suas mortes.

Vou em direção da grama e olho para o céu. Nenhuma estrela para iluminar as folhas das árvores. O brilho da Lua é fraco devido às nuvens que a cobrem. Quando volto à realidade, ouço o apelativo choro dos bichos por comida. Sirvo-lhes um caneco de ração a cada um e volto a fletar o nublado firmamento.

Pergunto-me então: O que há de errado com esta silenciosa noite?

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